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Brasil e mundo

A suruba de Vorcaro e as mulheres

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A revelação da festa patrocinada por Vorcaro, a que compareceram 120 garotas de programa e 20 autoridades masculinas da república, suscitou interpretações malandras e sagazes.

A mais tola, certamente destinada a eleitores carentes de neurônios, veio de uma candidata ao Senado aparentemente suscetível às causas das mulheres. Digo “aparentemente”, pois o argumento da postulante não para de pé. Nem mesmo de lado.

Ela se disse “escandalizada” com o que classifica de “engrenagem de poder que ‘explora’ sexualmente as mulheres”, e pergunta: “Que tipo de homens precisa participar de uma festa em que 120 mulheres (novinhas) estarão disponíveis para apenas 20 deles?”

É uma colocação estranha porque desconsidera o óbvio: o livre arbítrio das mulheres em questão. O tema das mulheres é sempre sensível, e com razão. Mas não se pode vitimizá-las pelos motivos errados, sobretudo quando elas não se consideram vítimas.

Mulheres adultas fazem o que querem com seus corpos (essa autonomia não é uma das lutas pelas quais a esquerda se bate?). Não é crime dispor do próprio corpo. E, como diria la belle de jour, ninguém tem nada que ver com isso.

Que tipo de homem precisa participar da festa? – a candidata pergunta. Ora, todo aquele que quiser e puder. De preferência sem recorrer ao patrocínio de um banqueiro corrupto, eis aqui o problema. Tirando isso, é viver e deixar viver, do mesmo modo que faz qualquer mulher quando contrata um amante de uma página de acompanhantes.

A esquerda costuma torcer o nariz para a iniciativa privada. Com algum humor, poderiamos dizer que se trata disso, mas não é o caso. É puro cálculo eleitoral. Outra vez: cálculo intencionalmente burro, pra seduzir eleitores burros.

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A mais inteligente observação sobre a suruba (palavra feia, mas clara) veio de um intelectual afiado, não lembro agora do nome.

Ele disse que a verdadeira prostituição foi dos homens públicos que participaram da festa, às custas do banqueiro corrupto. Eles é que se prostituíram. Devendo não se vender, se venderam.

Enquanto transavam, não faziam amor. Estupravam a república.

Jornalista. Editor do Amigos de Pelotas. Ex Senado, MEC e Correio Braziliense. Foi editor-executivo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). Atuou como consultor da Unesco e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Uma vez ganhador do Prêmio Esso de Jornalismo, é autor dos livros Onde tudo isso vai parar (finalista do Prêmio Açorianos/2026) e O fator animal, publicados pela Editora Lumina, de Porto Alegre. Em São Paulo, foi editor free-lancer na Editora Abril.

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MORAES, A HYBRIS E O STF

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Medieval town crier holding a brass bell in a foggy village alley

Esta terça (15) tem tudo para ser um momento histórico. As pessoas que não perderam o bom-senso nem se deixaram levar por razões ideológicas entendem que Alexandre de Moraes precisa ser investigado. Ele abusou.

Ditadores são assim. Sempre chega o dia em que produzem ódio na população. Mesmo que não caia de seu poder, Moraes estará maculado para sempre.

Leprosos da Idade Média eram obrigados a portar sinos e tocá-los para avisar as pessoas de que estavam passando, para que pudessem saber e se afastar (imagem). Algo semelhante, com sinal inverso, ocorre com os ministros do STF, que já não podem sair à rua sem serem alvo de desprezo.

Os gregos tinham uma palavra para o que ocorreu e ocorre a Moraes e às demais figuras da república: hybris ou a arrogância quando transpõe os limites permitidos aos humanos. De repente ficou claro o que era evidente.

Há muitos anos, e mesmo fora do âmbito do inquérito das fake news, os abusos e contradições do STF eram claros. Uma hora formavam raciocínio para decidir uma questão, noutra hora, outro raciocínio para a mesma questão.

Se os ministros falharem, quem sabe, como compensação, algumas das garotas de programa não se apresentam para contar novidades. Ia ser divertido vê-las abrindo intimidades, sob os refletores de uma imprensa que de repente acordou de um sono que parecia o da Bela Adormecida, eterno.

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Idealiza Cidades vence Master Imobiliário e se prepara para levar Parque Una à Paraíba

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A Idealiza Cidades venceu o 32º Prêmio Master Imobiliário de 2026 — o mais alto reconhecimento brasileiro ao setor, na categoria Empreendimento: desenvolvimento urbano. A empresa pelotense concorreu com o projeto do Parque Una Pelotas, o bairro aberto, atualmente em expansão na cidade.

O Master Imobiliário é uma iniciativa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi/SP) e da Federação Internacional Imobiliária (FIABCI/Brasil. E conta com um corpo de jurados das mais fortes instituições do setor. O site da Premiação resume seu significado: “Ser vencedor do Master Imobiliário é muito mais do que receber um troféu. É entrar para a história da excelência imobiliária no Brasil”.

A cerimônia de premiação ocorreu na noite da última quarta-feira (26), no Clube Atlético Monte Líbano. Cerca de mil pessoas estiveram presentes, profissionais do ramo e convidados de todo o País. O arquiteto e urbanista Hélio Mitica (na foto, com Fabiano de Marco, co-fundador da Idealiza) recebeu o prêmio, em nome da empresa.

Mitica esteve no nascedouro do projeto do Una Pelotas e, desde então, vem trabalhando nos demais projetos da Idealiza, fundada pelos pelotenses Ricardo Costa e Fabiano, aos quais se associaram anos depois André Beiler e Lucas Scapin.

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Um post compartilhado por IDEALIZA CIDADES (@idealizacidades)

Com a conquista do Master 2026, a Idealiza acumula seis prêmios nacionais e internacionais, incluindo reconhecimentos a dois outros Parques Unas subsequentes ao de Pelotas, em andamento em São José dos Campos (SP) e Uberlândia (MG). A grande receptividade do mercado fez com que a empresa decidisse criar outro Parque Una, agora na Paraíba, onde a Idealiza adquiriu uma área com aquele fim.

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Pioneirismo

A Idealiza se tornou pioneira no Brasil por transformar o conceito de bairro planejado em um negócio de interesse crescente e de proporções no País. Os brasileiros gostaram da proposta. Tanto gostaram que o volume de imóveis geridos pela empresa, o Valor Geral de Vendas (VGV), é estimado hoje em R$ 23 bilhões.

André Beiler e Fabiano de Marco

Por que as pessoas gostaram dos Parques Una?

Por uma série de razões. Basicamente, os brasileiros gostaram da ideia de viver em um bairro que, mesmo aberto, portanto integrado às cidades, foi projetado não só para oferecer espaços urbanos qualificados, mas também para facilitar sua vida.

Os Unas foram pensados para que as pessoas pudessem desfrutar ao mesmo tempo de um ecossistema composto por moradias, comércios, serviços, área de cultura e lazer. Tudo num mesmo ambiente aglutinador, a poucos passos de um ou outro destino dentro do bairro, o que reduz a necessidade dos inquilinos de se deslocarem para além do bairro. Por exemplo, um morador pode trabalhar no Una, ali comprar produtos variados, contratar serviços de salão de beleza, adquirir passagens aéreas, se divertir, passear, andar de bicicleta. O Una foi pensado para favorecer a conexão entre os inquilinos — para que estabeleçam laços, e formem parcerias para desenvolver projetos e negócios.

“Para nós, não se trata só de vender unidades. Nós estamos planejando os cenários da vida das pessoas, alicerçados nas mudanças correntes dos modos de vida — em outras palavras, estamos pensando no futuro, na importância crescente das conexões entre as pessoas”, explica o arquiteto e urbanista Hélio Mitica.

Lugar bonito

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Quem passeia pelas limpas ruas de tráfego manso do Parque Una Pelotas, logo entende o êxito do projeto. É um lugar bonito, que inspira, e é uma ideia de como poderia ser uma cidade. O Una é atraente aos olhos, organizado, visualmente limpo, voltado ao essencial. A beleza de seus prédios, desenhados em variadas formas criativas, e batizados com belos nomes incomuns, confirmam a preocupação estética de seus idealizadores.

O Una evoca uma mistura de percepções. Há qualquer coisa de futurista na ambientação, algo de muito prático e, ao mesmo tempo, algo de espiritual em sua paisagem, o que tem a ver com a essência humana —projeções indicam que a solidão será crescente das sociedades, problema que a Idealiza levou em conta nas projeções dos Parques Unas.

Associação de bairro

O Una Pelotas não tem muros nem portarias. Mas, nos contratos de compra de suas unidades, os inquilinos assumem o compromisso de contribuir mensalmente com uma quantia para que a Associação do Bairro, por si mesma, mantenha a estrutura de segurança aos moradores e os serviços de zeladoria. Esta providência tem sido essencial para a boa manutenção do bairro, que se livrou de esperar por serviços públicos incertos, evitando que o bairro seja engolido por problemas urbanos comuns à maioria das cidades brasileiras.

Por suas qualidades, os sócios da Idealiza recebem visitas de gestores de prefeituras das várias regiões do País. Eles aterrissam em Pelotas buscando conhecer o projeto — pensando em reproduzir a experiência no planejamento urbano de suas cidades. E também recebem a cobertura da imprensa. “Foi muito bom estar com o Amigos de Pelotas (na premiação do Master), depois de uma década do veículo acompanhar este projeto, com muitas reflexões e aprendizados. Ganhou a cidade, com imprensa crítica, livre, empreendedor que ouve, estuda, arrisca e população que acreditou”, disse Fabiano de Marco.

Expansão do Una Pelotas

O Una Pelotas completou 10 anos em 2025. E agora seus sócios preparam sua expansão. O bairro tem hoje 18 hectares. Na expansão, dizem, terá mais 15 hectares. E a projeção é de que, nos próximos anos, o bairro reúna entre 12 mil e 15 mil habitantes, 5% da população pelotense atual.

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Premiações à Idealiza

Além do Prêmio Master Imobiliário de 2026, com o Parque Una Pelotas, na categoria Empreendimento: desenvolvimento urbano, a Idealiza acumula os seguintes prêmios:

Prêmio Master Imobiliário 2025: pelo Parque Una São José dos Campos (SP), nas categoriasMarketing e Soluções Urbanísticas.

RTF Awards 2025 (Rethinking The Future Awards): pelo Parque Una Uberlândia (MG), na categoria Public Landscape (Paisagem Pública). E pelo projeto geral do Parque Una de São José dos Campos (SP).

 Prêmio Master Imobiliário 2024: pelo projeto do edifício Canto (Parque Una Pelotas (RS), na categoria Marketing. E pela torre Coa (Uberlândia MG), na categoria Comercialização.

Prêmio Master Imobiliário 2021: pelo sucesso de vendas recorde do condomínio Estância dos Montes Home Resort.

GRI Awards 2019: peloParque Una Pelotas (RS), eleito o melhor projeto de loteamento do Brasil, em votação popular.

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